quarta-feira, 13 de maio de 2009



Receita para enlouquecer alguém

1 - Combine com alguém muito próximo algo durante a tarde do dia seguinte, reserve;
2 - Desligue seu celular ás oito da manhã do dia combinado, reserve;
3 -Não ligue dizendo que não vai aparecer;
4 - Na madrugada seguinte não atenda a campainha e nem as porradas na porta;
5 - Misture tudo, incluindo o fato de as duas se falarem diariamente, muitas vezes;

Cozinhe bem, sirva frio no outro dia de manhã como se nada tivesse acontecido.
Ai ...Alex....aiaiai...Alex.....estes leoninos são uma coisa...não quero controlar a vida dos meus “amigos”, só quero saber se as coisas vão bem.

Resumo: terceiro dia sem dormir direito ou quase sem dormir, meu ensaio nem rendeu. Só consegui concentração assistindo ao macaco da Juliana Galdino, ótima. Timing, perfeito, duração, não mais do que uns 50 minutos de peça. Monólogos tem que ser comedidos. Aliás, acho que estão na moda. Esta semana já assisti o do Frateschi, ontém a Juliana e semana que vem, a Fernanda. Só feras.



Estou com um pouco de dor de cabeça. Pela manhã, reunião com duas colegas americanas, visitas surpresas, adoro. Agora á noite, terapia. Não sei se estou muito centrado, hoje vai ser uma daquelas sessões um tanto quanto surreais, falar nada com nada. Dizem que é á partir daí que se consegue resultados, pois o inconsciente se mostra. Ou subconsciente? Ah, sei lá.

Minha próxima cena: um fanático religioso de dar medo. Adooooooro

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"...e que cada um aprenda á conviver da melhor maneira possível com seus desencantos..."

Hoje não tive ensaio, pulei a academia, fui visitar o leãozinho....Alex....ai Alex....aiaiai Alex...
Preparou uma pasta, deliciosa, enquanto eu cochilava. Sentia o cheiro mesmo dormindo e acordei com um prato gigantesco ao meu lado na cama, aquele molho á bolonhesa com azeitonas estuprando meu nariz. Não dava pra ser fino. matei o prato todo.
Fomos eu, ele e Danilo assistir algo leve, Divã, com a Lilian Cabral. Achei que seria sacal. Mas não é porque algo é despretensioso que é ruim. O filme é encantador, tem alguns clichês é claro, mas é singelo e sincero. Tem cenas impagáveis, a Lilian no queijo da The Week por exemplo. Há coisas que me tocam, choro, choro mesmo. Não acredito em casamento, mas não posso ver um que me desmancho. Como ela diz no filme, e todo mundo têm sua história então sabe disso, ninguém nos tira o que foi passado, vivenciado. Ninguém vai deixar de ficar feliz, triste, saudável, doente em algum momento, morrer. E como na frase acima que cada um de nós saiba lidar com nossos desencantos, afinal eles dão a cor necessaria á tudo.

Pela manhã, durante meu almoço das onze e quinze (sim, é bem cedo, mas eu morro de fome neste horário) pensei muito no meu amigo Osíris. Queria saber se teve pesadelos por causa do filme de ontém, um pouco forte. Tivemos uma perda irreparável recentemente. O vazio que ficou não pode ser preenchido, talvez maquiado, disfarçado. Saquei o celular e lá vai torpedo, adoro torpedos, são fáceis, claros, objetivos. Não gosto de telefone. Prefiro o téte-a-téte. Mandei um "eu te amo", em inglês I LOVE U, love you de amigo, de coração. Óbvio que, tendo o mesmo nome do então companheiro dele, mais uma vez fui confundido e só não recebi uma respostinha safada por pouco. Já recebi aliás, e fiquei chocado, prefiro não saber de algumas preferências dos meus amigos, acho que os prefiro assexuados, apesar de egoísta da minha parte. Prefiro pensar que são anjinhos barrocos, aqueles que não tem nada entre as pernas.

São duas da manhã. Preciso dormir, mas estou fervendo. Quero escrever, quero estudar. Estou lendo duas bíblias de interpretação, Stanislavski na veia, e mais um da Stella Adler, ex-diretora do The Actor´s Studio. Estou trabalhando três monólogos, curtos, duas poesias alheias e uma minha do http://eucoisahomem.blogspot.com/ , meu blog de devaneios, para apresentá-los ao grupo. Gosto muito. Quero terminar de ver "Á Margem da Vida", quero fazer uns abdominais(!). Ansioso pelo fim de semana de Celso Frateschi com "Sonhos de um Homem Ridículo" e "Palhaços" da Cia do Feijão, dos meus encontros de teatro e meus ensaios, das fotos com Paziam, da jogação na The Week.

Como gerar mais tempo pra tudo que eu quero?





quarta-feira, 6 de maio de 2009



Trabalho work-in-progress. Minha cena do Tennessee Williams vai ser fotografada pela Carla. Amo. Fotografias de movimento são as melhores.
Ontém comprei a raridade da edição em inglês do “À Margem da Vida”, no original “The Glass Menagerie”, na Livraria Cultura. Tinha achado a edição já traduzida por oitenta reais, paguei na original trinta e dois. Prefiro o texto original um trilhão de vezes, tem partes em que a tradução nos dá uma intenção totalmente diferente da personagem. Redescobri minha cena. Assistimo, eu e Fernanda, á partes do filme dirigido por Paul Newman em 1987, com John Malkovich (concorrência desleal) fazendo meu personagem, um arraso, mas, tenho que falar, as opções não são as sugeridas pelo autor em alguns momentos, anyway....ele é John Malkovich e o diretor do filme é quem manda.

O filme é excelente, o trio de atores um arraso, pena que não tem pra aluguel e nem compra. Tem uma vídeo no Google em Porto Alegre, um pouco longe, e em VHS. Emprestei meu aparelho VHS pro meu amigo André já faz dois anos, já ofereci resgate mas nada de tê-lo de volta. O André é o autor daqueles vídeos bem engraçados dos Telebambies e outros mais, uma figura. Íamos louquíssimos ao D-Edge toda Sexta-Feira, depois de altos esquentas na sua casa. Moravam quatro amigos meus juntos, num apartamento nos Jardins que depois virou uma casa de três andares na Bela Vista com cara de casa holandesa. Não sei se era a escada de madeira pintada de branco, alguns enfeites bem coloridos ou o quê, mas tinha um ar Amsterdam. Estou com sadaudades do safado, já faz um tempo que não o vejo.

Ontém ainda, ensaiei durante a tarde, fui á academia em seguida, encontrei um ex colega de trabalho no caminho. Quarenta minutos conversando na rua escutando toda uma teoria da conspiração, fascinante. Se era real não sei, mas fiquei pelo belo par de coxas. Sim, para os meus colegas de trabalho que querem saber, era o tal, que te catou atrás do armário na piadinha infame. Corri como um louco, malhei meia-hora, apressei meus amigos. Cheguei ao Teatro Imprensa 20:40hrs pra ver o macaco da Juliana Galdino, eterna Medéia, ás 21:00horas...esgotado! Não acreditei. O Danilo deu show, claro, ele adora. Fomos comer, nos dirigímos ao Cine Bombril pra assistir Divã...tinha uma festinha e não teve sessão. Corremos para o Bristol...a sessão foi 18:15hrs.... Espaço Unibanco... nada mais pra assistir áquela hora. Ok, desisti. Se tinha alguma mensagem subliminar no desencontro todo não sei, tem gente que acredita nisto, só sei que fiquei puto, mas pelo menos comprei meu livro no meio da correria toda.

Hoje, depois da terapia, sessão do Réquiem para um Sonho lá em casa pra amigos. Já vi várias vezes mas eles não. Quero ver as caras depois do soco no estômago.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Virada cultural. A cidade inteira de pernas pro ar, inclusive minha rua. Nem uma agulha conseguia estacionar. Geralmente não topo muita muvuca, pública, então dispensei a idéia de shows e cinema. Havia acabado de apresentar minha cena e estava mais pra teatro. Lembrei de uma reportagem sobre este grupo francês, com suas instalações de tochas ás margens do Rio Sena, e que estaria no Parque da Luz ainda em comemoração ao ano da França no Brasil. Dez e meia da noite chamei meus pais e fomos todos pra lá, o Emílio junto. A experiência de ter muita gente andando pelas ruas com tantos programas áquela hora foi interessante, mas chegando lá foi incrível. Um parque inteiro iluminado com tochas, fogo sendo lançado aos céus por tubos gigantes com labaredas enormes. Estruturas enormes, redondas, todas iluminadas. Camisetas brancas penduradas nas árvores e iluminadas por velas, tudo ao som de um rock progressivo tocado e cantado ao vivo. Cenário medieval. Dei vária voltas por lá, esperei meu irmão que estava por perto chegar e tive até pena de ir embora. Meus pais e ele ficaram. Eu e Emílio...The Week. Lógico que depois de um chill in na casa do Zé. A noite foi ótima.

Domingo, chá das seis na casa da Cicera. Eu tinha acabado de almoçar no árabe, quase um kilo de comida, não cabia mais nada. Mas de repente um chá ajuda a digestão, ou pelo menos era aminha desculpa. Peguei uma carona com nossas duas queridas “chamutas” da Haddock Lobo, eles gostam de ser chamados assim, e fui correndo lá pro Morumbi, ou Brooklin, não sei muito bem.
A última vez que fui visitá-la ela havia acabado de se mudar, ela e seus cinco gatos. Eu, quando me mudei para o apartamento 52 , bem menor do que a casa dela, demorei séculos pra me organizar. Imagine uma mulher sozinha com seus três quartos e seus cinco gatos. Estava um pouco bagunçado. Pois quando cheguei dei de cara com uma bela mesa de jantar, um belo lustre e duas lanternas marroquinas, repleta de queijos, biscoitos, pães, chás, macaronis e sucos. Enfeitando, um Dunga de porcelana com a cara na bunda de uma Branca de Neve também de porcela. Trabalho do Enzo, a mesa toda, incluindo a sacanagem, óbvio. Saí de láa e fui encontra o Alex...ai o Alex...aaiaaiai o Alex ...e o Emílio no Suplicy. Cheguei em casa, dormi de roupa.

Hoje, Segunda, cheguei atrasado no trabalho, pra variar. Nada muito abusivo, coisa de cinco minutos, mas empresa americana é empresa americana, tudo é estatística. Um minuto e meio já vira uma cifra e você já fica sabendo logo logo o quanto a empresa deixou de ganhar por sua causa. É, são coisas do mundo capitalista e cristão, onde faz bem e é bonito sofrer. Ainda bem que minhas chefes são brasileiras...hehe...

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Fernanda, Marieta, Andrea, Demi, Susan...

Ingressos garantidos pra ver o gênio Fernanda Montenegro. Primeiro e último dias das apresentações garantidos, quero vê-la mais de uma vez. Ingressos, R$30 cada. Corri, ainda queria comprar ingressos pra ver Marieta Severo e Andrea Beltrão (também gênios) juntas, não consegui pra esta semana. Ingressos....R$80 cada!!!!!!!!!!!! What da fuck! A questão é que não é mais uma opção, vou ter de comprá-los. Não que isto seja ruim, muito pelo contrário. Perdi uma aposta com o leãozinho, o Alex....ai o Alex....ai ai ai o Alex...ai o Alex... mas também pudera. Qualquer um duvidaria da notícia de que Demi Moore está pensando em interpretar Susan Boyle(!) no cinema! Fico emocionado com o talento de Susan (http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo), com seu carisma, com a pessoa bonita que parece ser, mas, primeiro: Demi Moore não é atriz, ela é bonita (o que a Susan não é), esta é sua profissão. Segundo: é a mesma coisa que a Gisele Bundchen interpretar a Aracy de Almeida. Não rola. Nem maquiador de Professor Aloprado dá conta. A Charlize Theron até conseguiu ficar feinha no Monster, mas ela pelo menos é muito atriz, o que ajuda, e também não forçou a barra tentando ser a Fiona do Shrek, tentou ficar apenas "esquisitinha". Mas ok. Perdi a aposta, e junto com o teatro ainda vou ter de pagar um rodízio no japonês. Coisas da vida.



Acho que não vai rolar...
-Alô?
-Oi!
-Monnik?
-Oi Rô. Eu também.
-...M...Mo...Monnik?
-Oi.
-Ah...já entendi...não pode falar... ;)
-Não Rô, posso, eu acordei agora. Você vai hoje né?
-Onde?
-Amanhã. Ai Rô. Ah! Hoje é Sexxxxxta (ela é carioca e puxa o x) ....fui dormir bêbada cara...

Este foi o começo da minha ligação pra minha amiga, agora á pouco. Acabei de acordar também. Surreal. Eu só queria convidá-la pra almoçar e comprar os ingressos para a Fernanda Montenegro interpretando Simone de Beauvoir. Tô correndo até lá o Sesc aqui do lado. Imperdível, claro. Faço teatro com a Monnik desde os Satyros.
Melhor que este diálogo, somente o diagnóstico dado por um médico á um amigo estes dias. Aliás ele acompanha este blog. O médico disse que ele está com trauma intra-uterino e que o corpo espiritual dele está pesando 120kgs. Acho difícil aquele corpinho sarado sustentar um espírito tão pesado, mas vá lá....

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Estou aqui no escritório. Sim, eu trabalho bastante. Não, não fico coçando o dia inteiro. Arrumo uns buracos no meio da baderna pra escrever.

Este ano elegemos, ou melhor, elegi, o ano do Japão por aqui. Algumas colegas descendentes de japoneses, do setor de milhagem, fizeram a gentileza de me ensinar algumas coisas em japonês, dada minha sede de comunicação dentro do escritório, mas acho que se arrependeram. Todo mundo agora é "chan" e alguns chefes são "san", que é mais formal. Saio distribuindo vários "warui quedooooooooo?" pelo escritório, pedindo vários favorzinhos. Ganho chocolate (chocoreto) todo dia da Angérica chan, ela se rende á graça da coisa e me traz quitutes todos os dias.

Hoje estou com febre mas ninguém acredita porque estou coelhinho Duracell. Saí correndo atrás da minha chefe fingindo que ía espirrar, tá todo mundo desesperado por causa da gripe dos porquinhos.
Principalmente porque está todo mundo grávido aqui. Aqui até homem corre o risco. Algum vírus safado está contaminando o povo. É um tal de nasce um aqui, nasce um ali. Elas conversam de fraldas, dos nomes, dos sexos, do pré-natal, e comem que nem umas loucas. Estou com medo de engravidar.

Estávamos eu e Anduréa chan aqui conversando sobre malas, passageiros "malas". É engraçado como todo mundo que viaja sempre tem algum problema na perna, é manco, tem claustrofobia ou está gravido(a) pra sentar nas primeiras fileiras da aeronave. Eles cismam que ali tem mais espaço, mas não tem. Lenda urbana. O avião perfeito pra estes malas seria só com a primeira fileira, todos olhando pra janela que ficaria na frente, e um monte de "buracos" de emergência (ele adoram saída de emergência) atrás, pra todo mundo pular (desenho abaixo). Fica aquela coisa de criança, pra ver quem vai sair primeiro quando a aeronave estaciona no destino final, como quando eu e meus irmãos nos estapeávamos pra entrar e sair do carro. Algo como "hahaha! pisei em New York primeiroooooo! lálálálálaaaaa´!" e o outro "belembelemnuncamaistôdebematéoanoquevemabreabocaesaiotremdabarrigadoneném!". Sem comentários.

Saio em vinte minutos daqui. Tenho academia, ensaio, esquenta e vou com febre e tudo pra The Week. Porque não sou obrigado.